Como funcionam as políticas cambiais

Como funcionam as políticas cambiais

Como funcionam as políticas cambiais

Desde 1999 o Brasil adotou o regime cambial flutuante como o mais adequado para os mercados econômicos desenvolvidos e estáveis.

Os maiores países do mundo já utilizam esse sistema, como por exemplo os EUA, Grã-Bretanha e Canadá. Até a grande potência China, divulgou que adotará gradualmente uma taxa de câmbio flutuante administrada.

Taxas de juros internas e externas, inflação, nível de desemprego, renda familiar, atratividade da economia nacional para investidores e políticas fiscal e monetária são apenas alguns dos fatores que interferem no mercado de câmbio.Um exemplo são os efeitos da alta do dólar em nossa economia. O aumento do valor da moeda pode fazer com que a inflação cresça e o brasileiro perca seu poder de compra.

Para contornar situações como essa, o Banco Central (Bacen) precisa tomar algumas medidas. Entre elas, no que tange à valorização/desvalorização da moeda nacional, estão as políticas cambiais.

Existem três: câmbio fixo, banda cambial e câmbio flutuante.

Vamos entender um pouco cada uma delas.

O que é câmbio fixo?

Se refere a um regime cambial que define um valor fixo para a moeda. O governo estabelece que o câmbio estará ancorado a uma moeda estrangeira e que existirá uma paridade pré-estabelecida.

Foi o que fez, por exemplo, a Argentina no final da década de 1990, quando definiu que 1 peso argentino valeria 1 dólar, independentemente do que acontecesse. Além do país vizinho, aqui no Brasil também tivemos a adoção desse regime cambial entre 1994 e 1998.

O câmbio fixo é adotado como medida de controle inflacionário em países com economia subdesenvolvida. Uma taxa de câmbio fixa fornece estabilidade cambial (por isso, é considerada como uma medida anti-inflacionária). Como os investidores estrangeiros sabem quanto vale a moeda, os negócios do país tendem a tornarem-se atraentes. No entanto, uma taxa de câmbio fixa pode ser cara de manter. Isso significa que, aconteça o que acontecer, o governo precisa manterá a paridade que estabeleceu tornando a economia do país mais sensível às ameaças externas.

O que é banda cambial?

A banda cambial é o regime cambial no qual a autoridade monetária do país (no Brasil é o Banco Central) define os limites de flutuação da moeda. Assim como no câmbio fixo, a banda cambial também é um instrumento artificial de câmbio.

Toda vez que as taxas de câmbio saírem dos limites de valor mínimo e máximo estabelecidos, o Banco Central precisa intervir. Nesse caso, sua atuação será a de comprar ou vender a moeda estrangeira.

Por exemplo, suponha que o Bacen tenha determinado que os limites mínimos e máximos de variação do dólar sejam, respectivamente, de R$ 3,70 e R$ 4,10. Sempre que o valor da moeda chegar a R$ 3,70, o Banco Central terá que comprar dólares para que o preço não caia. Por outro lado, quando a moeda atingir o valor máximo, o Bacen terá que vendê-la.

Isso significa que o governo terá que gastar ou aumentar a reserva internacional a fim de atender às oscilações mínima e máxima definidas.

A banda cambial foi a política adotada na década de 1970 pelo Sistema Monetário Europeu, quando a maioria dos países da Comunidade Econômica Europeia decidiram ligar suas moedas para evitar grandes flutuações de taxa de câmbio entre elas.

O que é câmbio flutuante?

Uma moeda vale o quanto os compradores estão dispostos a pagar por ela. Isso é determinado pela oferta e demanda, que, por sua vez, são determinadas pelo investimento estrangeiro, taxas de importação/exportação, inflação e um conjunto de outros fatores econômicos.

Em outras palavras e trazendo para a situação brasileira, a cotação do dólar é definida diariamente na interação entre demandantes (importadores, investidores brasileiros ao comprar ativos no exterior, turistas brasileiros em viagem ao exterior) e ofertantes (exportadores, investidores estrangeiros ao comprar ativos no Brasil, turistas estrangeiros em viagens ao Brasil). Dentre os pontos positivos, está o fato de que o governo não precisa gastar reservas para manter as cotações. O câmbio flutuante traz um certo elemento de incerteza no comércio, o que pode ser um aspecto negativo.

Fazendo um breve resumo sobre o Câmbio fixo, banda cambial e câmbio flutuante concluímos que:

  • No câmbio fixo o governo atua diretamente para garantir a paridade pré-estabelecida;
  • Na banda cambial o governo faz intervenções nas pontas da banda (comprando ou vendendo moeda/papel para garantir a oscilação dentro dos limites mínimo e máximo);
  • No câmbio flutuante o mercado atua livremente.

Atuação do Banco Central no Brasil

Quando se identifica flutuações “acima do normal” na cotação do dólar, tanto para cima quanto para baixo, o Banco Central entra em ação como comprador ou vendedor, para tranquilizar os operadores de câmbio quanto à normalidade da situação. Essa ação do BC evita (ou minimiza) os riscos em operações de investimentos, empréstimos e negociações entre empresas brasileiras e estrangeiras.

Entretanto não basta apenas comprar ou vender grandes quantidades de dólar para controlar sua cotação e esquecer de efeitos colaterais, como por exemplo a inflação.

Para impedir uma queda excessiva da cotação do dólar, o Banco Central compra muitos dólares (aumentando a demanda e subindo o valor da cotação), pagando em reais.

Ao colocar uma grande quantidade de moeda nacional em circulação no mercado, pode provocar aceleração da inflação e consequente perda do valor da moeda nacional.

Para evitar esse problema, o BC vai ao mercado para vender títulos públicos com remunerações interessantes, atraindo uma parte desses reais em abundância para compra de títulos públicos e enxugando a liquidez excessiva de reais em circulação.

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